Março 2007


Todos dizem que estou mais “cheinha”, as roupas entram com dificuldade, estou mais preguiçosa do que de costume, mas a ficha só caiu depois que meu pai soube meu peso atual e, pela primeira vez na minha vida, falou que eu PRECISO fazer um regime e exercícios físicos. Meus pais sempre brincaram comigo por causa das minhas formas “rechonchudas”, mas nunca de um jeito pejorativo. Mas com o espanto que eles ficaram após eu revelar meu peso, vi que tá na hora de agir.

Na verdade, a minha ficha já caiu há muito tempo, mas o despertador ainda não havia tocado e me despertado para a ação. Eu preciso emagrecer. Não pra ficar dentro dos “padrões de beleza”, mas pra melhorar a minha saúde. Não como muito, nem sou daquelas que quando estão ansiosas, comem sem parar. Mas tô fazendo algo errado e preciso mudar isso.

Registrar a dieta aqui vai servir como um “policiamento”. Tenho 1.69 e estou pesando 80 Kg. Espero que as amigas me cobrem, me incentivem e eu consiga emagrecer (pelo menos) uns 10kg.

Algumas pessoas dizem que eu sou mimada. Meus pais fazem tudo por mim, eu ligo pra eles todos os dias, quando quero pedir conselhos eles são os primeiros que eu procuro (e o marido, claro), eu não me imagino morando longe deles, sento no colo do meu pai até hoje, adoro receber cafuné deles, etc. Talvez eu seja mimada mesmo, mas isso não me transformou numa pessoa esnobe ou alienada.

Meus pais já me disseram NÃO muitas vezes e eu nunca fui rebelde. Quando eu era adolescente, meu pai não tinha uma condição financeira tão boa como tem agora e por isso eu nunca tive roupa “de marca” e nem aderi a vários modismos. Já levei muita palmada e já fiquei de castigo várias vezes. Eu fui uma adolescente que ficava com o namorado em casa, ía ao cinema, ao shopping (só pra ver as “modas” mesmo) ou pra casa das amigas ouvir música e conversar (o computador era artigo de luxo e coisa de nerd…haha). Aliás, meus pais sempre agradecem pela adolescência minha e do meu irmão. Nós não demos muito trabalho. Nunca tive sequer o interesse de “provar” cigarro ou bebidas alcóolicas.

Eu vejo um tipo de mimo hoje em dia muito diferente do mimo que meus pais me deram (e ainda dão). E talvez ser chamada de mimada me irrite porque pra mim isso tem um sentido pejorativo. 

Outro dia, meu primo de 16 anos discutiu com a minha tia e a acusou de não ter dado amor pra ele. Jogou na cara dela que ela trabalhava fora e que substituiu a atenção e o tempo que deveria dedicar a ele pelas coisas materiais. Pode ser que o rebelde tenha razão, mas se eu ouvir isso um dia do meu filho, encho ele de porrada. Ah, encho! Enfim, minha tia e o marido deram tudo do melhor pro meu primo. E continuam dando. Ele estuda num colégio caro, pôde fazer todos os cursos e esportes que quis, sempre compra os últimos lançamentos de video games e jogos, tem um quarto todo equipado, roupas de marca e os pais nunca o negaram nada. Agora ouvem isso do filho. Adiantou dar tudo pra ele? Adiantou não dizer NÃO? Adiantou nunca ter dado uma palmada? Ah, esse meu primo, inclusive já foi parar no hospital porque bebeu demais numa danceteria e acabou desmaiando. Talvez os meus tios não tenham passado pra ele os valores que meus pais passaram pra mim e pro meu irmão. Talvez tenha faltado um outro tipo de mimo. O mimo que meus pais me dão.

Só sei que quando vejo as rebeldias que as crianças e os adolescentes fazem hoje em dia, dá vontade de sacudir os pais (e os filhos). E tomara que eu não pague a língua quando tiver os meus filhos…hahaha.

Só pra constar

Esse final de semana meu pai e meu irmão viajaram a trabalho e eu e marido fomos pra casa dos meus pais fazer companhia pra minha mãe (aff…que palhaçada dessa mimada). Foi um final de semana delicioso e relaxante. Chegamos lá sexta e só fomos embora domingo na hora do almoço (fomos almoçar na vó do marido pra comemorar o aniversário dela). Comi as comidas deliciosas da minha mãe (é claro que ela me disse pra escolher o que eu estava com vontade de comer…eu sou mimada, esqueceram?), dormi na cama dos meus pais (minha mãe fez questão de deixar a cama de casal pra gente e foi dormir na cama do meu irmão), assisti vários filmes e nem queria voltar pra casa. Eita mordomia. Tem como não ser mimada? =P

O mês de março ainda está na metade e eu já cansei dele. Não sei se é culpa desse calor infernal, do chefe novo, de ter que acordar cedo, de ter que esperar ou da morte do meu avô. Eu estou fisicamente e mentalmente exausta.

As semanas se arrastam. Antes eu achava que, se me ocupasse, o tempo passaria voando. Estou super atarefada, mas o relógio não colabora comigo.

A única coisa boa que aconteceu até agora foi a festa brega de comemoração de aniversário da Clau. Consegui me distrair, rir e matei a saudade das amigas. A Clau tem uma criatividade danada. Os aniversários dela e do marido são comemorados com festas temáticas. Na desse ano, os dois estavam com modelitos de estampa de tigre. Muito chiques…hehe. Os convidados também estavam super estilosos. Teve até desfile de bregas e eu ganhei o 9º lugar, ou melhor, o último…hahaha. O prêmio era um troféu abacaxi (um imã em forma de abacaxi). Na mesa do bolo tinha vários objetos da “cultura brega”: pinguim, disquetes, telefones e celulares enormes, vitrola, flores de plástico, etc.

Antes de irmos pra festa, eu e marido estávamos no quarto e ele pisou num brinco meu (que estava caído no chão). A peça entrou mesmo na pele. Foi um sufoco pra tirar. E eu sei que estava doendo, mas meu marido é fresco. Só não ri das caras que ele fazia porque seria muita maldade…hehe.

Na terça meu avô faleceu. Ele já estava internado desde outubro, sofreu muito e tenho certeza que está melhor agora. Mas é sempre doloroso perder alguém da família. Mesmo não sendo muito próxima dele…

E agora o trabalho me chama. Espero que todos tenham um ótimo final de semana. Eu só quero dormir muito com o ar condicionado ligado…hehe.

A semana ainda nem está na metade e eu já estou exausta. O final de semana foi tranquilo. Estamos em contenção total de despesas, então as saídas estão suspensas por tempo indeterminado. Mas é por uma ótima causa. Sábado foi aniversário do meu irmão e teve almoço na casa dos meus pais. Revi várias pessoas queridas. Saímos de lá bem tarde e alugamos um filminho (O Diabo veste Prada) pra curtir o resto da noite. Domingo foi mais um dia calmo. Saímos só no final da tarde pra ir na casa de um amigo e depois visitamos os sogros.

Ontem não foi o meu dia. Deveria ter ficado em casa. Na hora do almoço, chamei minha companheira de apetite e fomos ao restaurante de sempre. Eu estava cheia de fome e todos sabem como eu fico quando estou com fome. Sem humor nenhum. Escolhi a comida, pesei e depois de umas quatro garfadas vi uma ABELHA morta no meio do meu iakisoba. Imagina a cara que eu fiz! Reclamei com o gerente, que disse pra eu me servir de novo, se desculpou (“Isso acontece”) e não paguei pela comida (R$ 5,17), mas agora não volto mais àquele restaurante.

Depois do trauma da abelha, fui à farmácia com minha colega e, enquanto ela comprava remédios, eu cheirava os hidratantes da OX. Sim, eu cheiro hidratantes, shampoos, sabonetes, etc. A-DO-RO! Apertei, delicadamente, um dos hidratantes e o creme não saiu. Apertei de novo e nada. Aí apertei, sem delicadeza, e tomei um banho de creme branco na cara. O hidratante foi parar no meu óculos de sol, na camisa e no pescoço. Eu tive que rir, né? E o creme parecia com os fluídos masculinos…hahaha. Passei o hidrante nas pernas, no joelho, nos cotovelos (nem sei se alguém me viu fazer isso) e dei meia volta. Ainda tive que lavar a camisa quando cheguei no trabalho porque o creme “grudou”.

Saí do trabalho e fui resolver um monte de ”pepinos” no centro da cidade. Resultado final: assadura no meio das pernas (gordo sofre), pés inchados (por causa do excesso de peso?), suor (não aguento mais esse calor) e muitas risadas com o marido. Voltamos juntos pra casa e ele se divertiu com minhas reclamações. E pensa que o dia acabou? Que nada. De noite resolvemos um outro pepino e às 20h chegamos ao mercado pra fazer compras de mês. Coisa de corno, né? Mas era realmente necessário.

E a terça também está agitada. Tive aula das 7h ao meio-dia (tenho que acordar 5:45), a empresa ainda não depositou o pagamento (deu um problema no banco), o chefe novo apareceu pedindo um monte de coisa pra ONTEM e o dia vai demorar a terminar.

Escrevi segunda e já estou de volta. Milagre!

Nem tenho nada pra contar, mas surgiu uma vontade súbita de escrever. A professora de literatura portuguesa faltou e com isso cheguei mais cedo ao trabalho. Isso quer dizer que vou sair mais cedo, mas também significa que meus companheiros de fofoca no gtalk ainda não apareceram e eu estou entediada…hehe. Aliás, depois de uns seis meses sem chefe, fui apresentada ao novo. Mas isso não significa que o departamento vai sair do marasmo. O cara esteve aqui antes do carnaval e não apareceu mais. Ô setorzinho empacado, viu? Entra chefe, sai chefe, entra funcionário, sai funcionário e nada melhora. Estou aqui há mais de seis anos e acompanhei a decadência. Ops! Será que a culpada sou eu? Hahaha.

Mas agora eu sou uma jornalista que está aprendendo latim…isso deve servir pra alguma coisa, né? Hihi. Pois é. Nesse período vou conhecer a língua latina. Se eu vou aprender e entender é ainda uma incógnita. Aliás, vou ter que ser muito “cabeçuda” nesse período. Saca só a responsabilidade: lingüística, latim, literatura portuguesa, didática…

Estou surpresa com minha disposição pra acordar cedo. Acho que o fim do horário de verão está colaborando com isso. Nos dias que tenho aula às 7h, programo o despartador para 5:45, mas acabo acordando antes do bichinho gritar. Vamos ver até quando esse pique vai continuar.

O mês de março mal começou e eu já quero que chegue ao fim. Abril vai ser um mês bom e eu quero que ele chegue logo…hehe.