Agosto 2007


Todo mundo sabe que não gosto do meu trabalho, ou melhor, não gosto de ter que vir pro trabalho e não fazer nada. Ficar seis horas sem fazer nada é um desperdício enorme de tempo. E agora o tempo está ainda mais precioso pra mim. As semanas parecem se arrastar. Eu estou numa fase que só quero os finais de semana e feriado…haha. E falta uma semana pro dia 7 de setembro. Aleluia! Estou cheia de expectativas pra esse feriado.

Algumas coisas são medíocres demais pra que eu me preocupe com elas. Estou na fase lagarta de novo. Só quero saber do meu casulo. Preciso desse momento de paz e de me cercar apenas de coisas boas. E é por isso que o trabalho tem me feito tão mal. Mas eu não me deixo abalar. Logo arrumo alguma coisa interessante pra fazer nessas seis horas de ócio.

Dizer que a vida é surpreendente é, no mínimo, bobo. Todo mundo já sabe disso. Mas eu ainda me surpreendo com essas reviravoltas que a vida me proporciona. E por causa dessas surpresas da vida, chegou o momento de mais adaptações. Tudo mudou. Assim, de um dia pra outro. Mas uma mudança boa e sem tanta ansiedade, que sempre foi o meu fraco. Sabe como é sentir paz? É assim que me sinto.

Eu comecei a fazer outra faculdade pq tenho direito a bolsa integral, já que trabalho numa universidade. Confesso que comecei a fazer pra ocupar o meu tempo, que estava muito ocioso. Mas aí eu peguei gosto pelo curso, vi novas possibilidades de carreira, já que no Jornalismo é complicado, além de outras vantagens dessa outra profissão.

Agora estou no começo do 4º período e o curso tem apenas 6 períodos. Isso significa que logo terei outro diploma nas mãos. Mas dessa vez eu TENHO que aproveitar as oportunidades que aparecem. Fazer uma faculdade não é garantia de nada. Mas acredito que o seu empenho faz toda a diferença. Talvez eu não trabalhe numa revista ou num jornal, como sempre quis, pois não aproveitei todas as oportunidades que o curso de Jornalismo me proporcionou. Só comecei a fazer estágio no último ano e, mesmo assim, o estágio era da faculdade mesmo. Acabei não conseguindo vaga no mercado de trabalho e tô “empacada” trabalhando no jornal da universidade até hoje. Aprendi muito aqui, sim, mas não tenho como crescer profissionalmente. E conseguir ser chamado pra uma entrevista na área é complicado. Imagina uma vaga! A maioria só por indicação mesmo…

Enfim, só tô escrevendo pra dizer que tô preocupada com esse semestre da faculdade. Estou fazendo 7 matérias e, além do tempo que passo no trabalho, vou ter que arrumar um tempo para fazer estágio, que nesse período é obrigatório. Eu serei reprovada se não conseguir cumprir 140 horas (isso mesmo, HORAS) fazendo estágio em turmas de Português do ensino médio e fundamental. Já tô arrancando os cabelos pra ver como vou concilar trabalho, aulas e estágio. Acho que só vou ver meu marido nos finais de semana…haha.

Fora o desespero da primeira semana de aulas, tudo normal por aqui. Os finais de semana de agosto não serão tão agitados como os de julho. Nossos sábados e domingos têm se resumido a muitas horas de sono, comilança, melhorias no nosso cantinho e só.

* Minha crença de que não é bom falar das coisas antes de acontecerem, se comprovou nesse final de semana. Falei no último post que o mês de julho seria fechado com chave de ouro comemorando o aniversário de um amigo e o casamento de outro. Acabamos não indo em nenhum dos dois =/

 * Pra compensar minha frustração de não ter ido nas comemorações, marido preparou um “rodízio” de pizzas de pão árabe. Comemos uma vez na casa de amigos e adoramos. Fizemos os recheios que mais gostamos e o “grand finale” foi a pizza de Nutella com pedacinhos do bombom Serenata de Amor. Só de lembrar já fico com água na boca…ai, ai.

* No próximo sábado eu tenho que trabalhar das 8 às 17h. Eu não tô acostumada a isso, moço!

* Minhas aulas recomeçam na segunda-feira e como todos as aulas são às 7h, terei que acordar muito cedo.

* O frio deu uma trégua. O céu voltou a ficar azul e o sol apareceu. E eu voltei a ficar “colorida” =)

* Os avós são bobos, né? Estávamos na fila no mercado e na nossa frente tinha um senhor com um menino, que deve ter uns 2 anos. O menino estava comendo um pão (babando o pão, na verdade) e o avô estava na fila apenas pra comprar aquele pão (???). Estava com as mãos vazias. Mas aí o menino viu umas revistas infantis, que ficam estrategicamente perto do caixa, e entregou uma ao avô. O avô “traduziu” que o neto queria a revista (o menino não falou nada, apenas babava o pão) e disse que ía comprar. Depois o menino entrega outra revista infantil pro avô, que faz um pouco de protesto, mas diz: “Tá bom. Vovô compra”. Achei muito engraçado!