Sim, eu tô sumida. E só vim aqui hoje pq li o que a melhor amiga escreveu sobre a vinda dela e do marido pra cá e fiquei com vontade de contar a minha versão e registrar o quanto fiquei feliz com a visita deles e de outro casal querido de amigos.
Antes de contar sobre o feriado quero “explicar” o meu sumiço. Cada dia que passa me afasto mais um pouco desse mundo virtual. Tem muita inveja e falsidade por “aqui”, minha gente. Já falei isso algumas vezes e vou ser repetitiva, mas me cansei mesmo de ver gente relatando coisas em seus blogs e fotologs só pra mostrar como é feliz, como seus finais de semana são agitados, como aproveitam a vida. Parabéns pra elas! Minha vida não é uma festa diária, mas sou muito feliz. Mas falar dessa felicidade “simplória” não agrada e eu tb não gosto de falar das coisas maravilhosas que tem me acontecido pq já tive provas que felicidade alheia incomoda. E tem gente que não entende que a vida não precisa ser “sugada”. Pra mim, a vida precisa ser vivida e apreciada, sim. Mas eu aprecio as coisas mais simples que a vida me proporciona, como ficar à toa vendo TV com marido, passear pelo bairro apenas pra sentir o calor do sol no corpo, passar o dia de camisola se me der vontade, até os dias cinzas têm uma certa beleza pra mim. A Internet ainda é uma grande aliada pra que eu mantenha contato com as amigas queridas que estão longe e as que estão perto também. Mas cansei dessa “exposição”. Não vou acabar com o blog, não. Ainda virei aqui registrar algumas coisas importantes, pois minha memória é péssima e como não tenho mais um diário, o blog ajuda a preservar “minha história”.
Mas chega de filosofia barata e vamos ao feriado.
Eu nem sei quando começamos a falar da vinda deles pro Rio, mas acho que foi antes mesmo da viagem que fizemos pra terra deles. Mas o plano só ganhou forças mesmo na semana do feriado. Eram muitas incertezas e a amiga-gêmea só me falou que viria mesmo aos 45 minutos do segundo tempo. E aí haja reza pra que a semana terminasse.
A esperada sexta-feira chegou, mas a amiga-gêmea, o marido, a amiga-irmã mais nova e o marido só chegaram duas horas depois do previsto. Pegaram um baita engarrafamento e levaram 8 horas do interior de SP pro Rio. Fomos buscá-los em um determinado ponto da cidade e nem ficamos de blá blá blá, pois já era 14h e eu tinha acordado às 9h, então estava azul de fome. E todo mundo sabe como fico mal-humorada qdo estou com fome…hehe. Marido tinha preparado quibe de forno e fez até um especial com carne de soja pro marido da amiga-irmã mais nova, que não come carne de vaca. Bucho cheio. Se joga no sofá, no tapete, na rede…onde der. E ficamos lá de blá blá blá. Quem nos conhece sabe que o blá blá blá é enorme qdo nos juntamos. E passou tão rápido que logo a prima da amiga-irmã mais nova chegou pra “sequestrá-la”. A prima vai casar, então estava envolvida com chá de panela, queria mostrar a casa nova pra ela, então “liberamos” a amiga, pois o motivo era especial. Só saímos de casa nesse dia pra comprar pão árabe e fazer as famosas pizzas de pão árabe. E passamos a noite comendo e jogando Pictionary.
Sábado acordamos às 9h, tomamos café da manhã e fomos pra rua. Primeiro passeio no Parque dos Patins (Lagoa). Um calor danado. Fotos, água de coco, caminhada e “vamos pro Jardim Botânico”. Meia hora pra entrar no estacionamento, depois longa pausa pra fazer pipi e comer alguma coisa, passeio, plantas, árvores, fotos, passeio, plantas, árvores, fotos, paradinha pra descansar num banco, fotos, plantas, árvores e “vamos almoçar”. Marido não sabe dirigir na zona sul, roda um pouco mais do que deveria pra achar o shopping certo e lá vamos nós pro Outback. Já era 15h. Come, bebe, tira foto, adoraram a comida e, principalmente, o refril de refrigerante…hehe. Passeio rápido pela Tok&Stok, testa sofás, “vamos passear na orla agora”. O sol já tinha ido embora, todo mundo saindo da praia e anda, anda, anda e “podemos andar mais”, “não, não, estamos cansados, melhor irmos embora”. Todo mundo se joga no carro e “vamos aproveitar pra ir logo na Feira de São Cristóvão”. Marido “apresenta” o complexo do Alemão pra eles, a amiga-gêmea fica impressionada com aquela imensidão de barracos, eu falo que a Rocinha é muito maior e chegamos na Feira. “Agora paga pra entrar, é?”. “Tudo bem, mas antes vamos tirar uma foto em frente a esse poster de Fabian e Fabrício, né?”. Eu e ela pagando mico de tietes de caras que nunca vimos na vida…hehe. Entra, mostra as barraquinhas com comidas típicas, mostra os palcos onde o forró tá rolando solto, foto só pra mostrar que foram à “feira dos paraíbas”, pausa pra comprar queijo coalho e doce de leite e “vamos até a entrada principal tirar foto com a estátua do cara que esqueci o nome?”. Me olham com cara de “tem que andar muito?”, fazemos a foto, “esconde” a criança que tá parada ao lado da estátua, como se fosse outra estátua e “vambora”. Pausa pra relaxar um pouco no sofá de casa, enqto um toma banho, depois outro, outra e outra. Amigos cariocas chegam, agarram os amigos paulistas (apesar da amiga-gêmea ser do Sul, tchê), ficam “amigas íntimas” e “vamos pro barzinho aqui do lado, mas vamos a pé”. É tão pertinho. Chegando lá, nariz na porta, barzinho fechado pra obras. Vamos pro mesmo barzinho, mas em outro bairro. Maridos pegam o carro e, finalmente, os levamos ao barzinho que eu tanto gosto. Mais uma amiga carioca nos esperava lá. E estava formado o zun zun zun. Fala daqui, fala de lá, ri daqui, ri de lá, zoa um, implica com outro. E fomos os últimos a sair do local. Mais blá blá blá antes de entrar no carro, beija um, beija outro e “mi casa”.
No domingo estávamos mortos. Meus pais voltaram mais cedo da casa de praia só pra conhecer nossos famosos amigos. Conversa daqui, de lá e “vamos conhecer o Maracanã?”. “É tão pertinho, então nem vamos nos cansar mto”. Que ilusão. O estádio é grande…
Pára pra beber água e pára pq a sandália dela tá incomodando. Os maridos dão mais uma volta e nós paradas ao lado do quiosquinho, nos refrescando e bebendo água. Entra no carro e “chega de programas”, fomos pra casa. O casal de amigos da noite anterior foi almoçar com a gente lá em casa. Mais uma vez almoço feito pelo meu marido. Come, fala, come, fala e a amiga-irmã mais nova e marido voltam. Conversa daqui, pausa pra foto, conversa mais, outra foto e chegou a hora dos paulistas (na verdade a irmã-gêmea é gaúcha e o marido dela carioca) irem embora, faz beicinho, dá beijinho, prometemos nos ver em breve e ACABOU-SE.
Gêmea, já te falei várias vezes o quanto foi bom receber vcs aqui. Espero que voltem sempre. Minha casa estará sempre aberta.
Irmã mais nova, obrigada pelo carinho. Da próxima vez a prima vai ter que ficar de lado, pois vc será só minha, hein? Voltem sempre também.