Setembro 2007


Nem me dei conta que já não vinha aqui há tanto tempo. Tem muita coisa acontecendo e tá difícil arrumar um tempinho pra blog.

Estou em semana de provas na faculdade. Como sempre, eu deixei pra fazer algumas trabalhos em cima da hora, e ontem fui dormir bem tarde pra concluir um. Pelo menos essa correria vai só até terça-feira.

As semanas têm sido longas, cansativas e os finais de semana cansativos e curtos. Tô desejando que outubro chegue. Preciso do feriado! E dia 8 de outubro completamos 3 anos de casados. Ô coisa boa.

Na última sexta foi o casamento de uma amiga mto querida. Desde 2004 ela frequentava o grupinho de noivas onde nos conhecemos. Eu casei, saí do grupo, ela tb saiu, mas juntas com outras amigas formamos um grupinho que tá sempre unido. Eu vejo mais essas amigas que a Internet me deu de presente do que as que conheci na vida “real”. Essa minha amiga ficou noiva ano passado e acompanhamos todo o estresse que ela passou. Eu sempre dizia pra ela que no final tudo dava certo. E dava pra ver na carinha dela que tinha dado mesmo. Ela estava elétrica, sorridente, dançou muito. Tenho certeza que aproveitou seu grande dia. E eu me emocionei ao vê-la entrando com seu pai.

No sábado à noite fomos pra casa de um casal de amigos, que tb conhecemos no tal grupo de noivas. Jogamos, comemos, conversamos e acabei chegando em casa às 3:30 da madruga. Só sendo mto corajoso pra morar no Rio e chegar em casa a essa hora…hehe.

E mesmo com tanto agito, cansaço, sono acumulado, espinhas na cara e olheiras, eu tô bem! E muito feliz!

Sim, eu tô sumida. E só vim aqui hoje pq li o que a melhor amiga escreveu sobre a vinda dela e do marido pra cá e fiquei com vontade de contar a minha versão e registrar o quanto fiquei feliz com a visita deles e de outro casal querido de amigos.

Antes de contar sobre o feriado quero “explicar” o meu sumiço. Cada dia que passa me afasto mais um pouco desse mundo virtual. Tem muita inveja e falsidade por “aqui”, minha gente. Já falei isso algumas vezes e vou ser repetitiva, mas me cansei mesmo de ver gente relatando coisas em seus blogs e fotologs só pra mostrar como é feliz, como seus finais de semana são agitados, como aproveitam a vida. Parabéns pra elas! Minha vida não é uma festa diária, mas sou muito feliz. Mas falar dessa felicidade “simplória” não agrada e eu tb não gosto de falar das coisas maravilhosas que tem me acontecido pq já tive provas que felicidade alheia incomoda. E tem gente que não entende que a vida não precisa ser “sugada”. Pra mim, a vida precisa ser vivida e apreciada, sim. Mas eu aprecio as coisas mais simples que a vida me proporciona, como ficar à toa vendo TV com marido, passear pelo bairro apenas pra sentir o calor do sol no corpo, passar o dia de camisola se me der vontade, até os dias cinzas têm uma certa beleza pra mim. A Internet ainda é uma grande aliada pra que eu mantenha contato com as amigas queridas que estão longe e as que estão perto também. Mas cansei dessa “exposição”. Não vou acabar com o blog, não. Ainda virei aqui registrar algumas coisas importantes, pois minha memória é péssima e como não tenho mais um diário, o blog ajuda a preservar “minha história”.

 Mas chega de filosofia barata e vamos ao feriado.

Eu nem sei quando começamos a falar da vinda deles pro Rio, mas acho que foi antes mesmo da viagem que fizemos pra terra deles. Mas o plano só ganhou forças mesmo na semana do feriado. Eram muitas incertezas e a amiga-gêmea só me falou que viria mesmo aos 45 minutos do segundo tempo. E aí haja reza pra que a semana terminasse.

A esperada sexta-feira chegou, mas a amiga-gêmea, o marido, a amiga-irmã mais nova e o marido só chegaram duas horas depois do previsto. Pegaram um baita engarrafamento e levaram 8 horas do interior de SP pro Rio. Fomos buscá-los em um determinado ponto da cidade e nem ficamos de blá blá blá, pois já era 14h e eu tinha acordado às 9h, então estava azul de fome. E todo mundo sabe como fico mal-humorada qdo estou com fome…hehe. Marido tinha preparado quibe de forno e fez até um especial com carne de soja pro marido da amiga-irmã mais nova, que não come carne de vaca. Bucho cheio. Se joga no sofá, no tapete, na rede…onde der. E ficamos lá de blá blá blá. Quem nos conhece sabe que o blá blá blá é enorme qdo nos juntamos. E passou tão rápido que logo a prima da amiga-irmã mais nova chegou pra “sequestrá-la”. A prima vai casar, então estava envolvida com chá de panela, queria mostrar a casa nova pra ela, então “liberamos” a amiga, pois o motivo era especial. Só saímos de casa nesse dia pra comprar pão árabe e fazer as famosas pizzas de pão árabe. E passamos a noite comendo e jogando Pictionary.

Sábado acordamos às 9h, tomamos café da manhã e fomos pra rua. Primeiro passeio no Parque dos Patins (Lagoa). Um calor danado. Fotos, água de coco, caminhada e “vamos pro Jardim Botânico”. Meia hora pra entrar no estacionamento, depois longa pausa pra fazer pipi e comer alguma coisa, passeio, plantas, árvores, fotos, passeio, plantas, árvores, fotos, paradinha pra descansar num banco, fotos, plantas, árvores e “vamos almoçar”. Marido não sabe dirigir na zona sul, roda um pouco mais do que deveria pra achar o shopping certo e lá vamos nós pro Outback. Já era 15h. Come, bebe, tira foto, adoraram a comida e, principalmente, o refril de refrigerante…hehe. Passeio rápido pela Tok&Stok, testa sofás, “vamos passear na orla agora”. O sol já tinha ido embora, todo mundo saindo da praia e anda, anda, anda e “podemos andar mais”, “não, não, estamos cansados, melhor irmos embora”. Todo mundo se joga no carro e “vamos aproveitar pra ir logo na Feira de São Cristóvão”. Marido “apresenta” o complexo do Alemão pra eles, a amiga-gêmea fica impressionada com aquela imensidão de barracos, eu falo que a Rocinha é muito maior e chegamos na Feira. “Agora paga pra entrar, é?”. “Tudo bem, mas antes vamos tirar uma foto em frente a esse poster de Fabian e Fabrício, né?”. Eu e ela pagando mico de tietes de caras que nunca vimos na vida…hehe. Entra, mostra as barraquinhas com comidas típicas, mostra os palcos onde o forró tá rolando solto, foto só pra mostrar que foram à “feira dos paraíbas”, pausa pra comprar queijo coalho e doce de leite e “vamos até a entrada principal tirar foto com a estátua do cara que esqueci o nome?”. Me olham com cara de “tem que andar muito?”, fazemos a foto, “esconde” a criança que tá parada ao lado da estátua, como se fosse outra estátua e “vambora”. Pausa pra relaxar um pouco no sofá de casa, enqto um toma banho, depois outro, outra e outra. Amigos cariocas chegam, agarram os amigos paulistas (apesar da amiga-gêmea ser do Sul, tchê), ficam “amigas íntimas” e “vamos pro barzinho aqui do lado, mas vamos a pé”. É tão pertinho. Chegando lá, nariz na porta, barzinho fechado pra obras. Vamos pro mesmo barzinho, mas em outro bairro. Maridos pegam o carro e, finalmente, os levamos ao barzinho que eu tanto gosto. Mais uma amiga carioca nos esperava lá. E estava formado o zun zun zun. Fala daqui, fala de lá, ri daqui, ri de lá, zoa um, implica com outro. E fomos os últimos a sair do local. Mais blá blá blá antes de entrar no carro, beija um, beija outro e “mi casa”.

No domingo estávamos mortos. Meus pais voltaram mais cedo da casa de praia só pra conhecer nossos famosos amigos. Conversa daqui, de lá e “vamos conhecer o Maracanã?”. “É tão pertinho, então nem vamos nos cansar mto”. Que ilusão. O estádio é grande…

Pára pra beber água e pára pq a sandália dela tá incomodando. Os maridos dão mais uma volta e nós paradas ao lado do quiosquinho, nos refrescando e bebendo água. Entra no carro e “chega de programas”, fomos pra casa. O casal de amigos da noite anterior foi almoçar com a gente lá em casa. Mais uma vez almoço feito pelo meu marido. Come, fala, come, fala e a amiga-irmã mais nova e marido voltam. Conversa daqui, pausa pra foto, conversa mais, outra foto e chegou a hora dos paulistas (na verdade a irmã-gêmea é gaúcha e o marido dela carioca) irem embora, faz beicinho, dá beijinho, prometemos nos ver em breve e ACABOU-SE.

Gêmea, já te falei várias vezes o quanto foi bom receber vcs aqui. Espero que voltem sempre. Minha casa estará sempre aberta.

Irmã mais nova, obrigada pelo carinho. Da próxima vez a prima vai ter que ficar de lado, pois vc será só minha, hein? Voltem sempre também.